05/05/2012


Eu sou a videira e vós os ramos, por isso permanecendo em mim, não amareis apenas com palavras e com a boca, mas com ações e com a verdade.

Leituras Bíblicas:
Atos 9,26-31
Salmo 21
1João 3,18-24
João 15,1-8

A liturgia deste 5º domingo da Páscoa continua refletindo sobre as consequências da Ressurreição na vida das primeiras comunidades. Suscitadas pelo Espírito Santo, elas procuram absolver ao máximo os ensinamentos dos apóstolos e colocar em prática. É lógico que tudo isso não aconteceu da noite para o dia e não foram todos que imediatamente entenderam a lógica e o processo de transformação aos quais eram chamados, por isso, devemos ser criteriosos e não “julgar” os membros da primeira comunidade diante da dificuldade em compreender o “novo momento” em que passaram a viver.
         Dentro deste contexto de desenvolvimento da comunidade cristã, fazemos um comparativo com nossas comunidades de hoje: na primeira leitura vemos a dificuldade que a comunidade tem para aceitar Saulo. De fato, num primeiro momento, como atitude de defesa, as pessoas se fecham, sem contar que ele era um grande perseguidor do Cristianismo. Imagino a comunidade conversando: será que ele de fato se converteu? Será que ele não quer nos enganar? Parece-nos difícil, mas nunca devemos deixar de dar às pessoas a oportunidade de mostrar o outro lado da vida, a sua luta por ser melhor.
         É neste sentido que ouvimos na segunda leitura: “não amemos apenas com palavras e com a boca, mas com ações e de verdade”. Para que isso seja algo efetivo em nossa vida, é preciso permanecer ligados a Jesus Cristo, nutridos de seus pensamentos e suas atitudes, buscando traduzi-los no dia a dia de nossa vida.

04/05/2012


Assembleia Diocesana vai promover aÇÃo evangelizadora na Diocese
Diretrizes Gerais divulgadas pela CNBB são referência para as pastorais no quadriênio de 2011 a 2015

      A Assembleia Diocesana de Evangelização e Pastoral acontece no dia 5 de maio, das 7h30 às 13h, na Residência Teológica Cura D’Ars, em Taubaté, tendo como tema o Plano Diocesano de Evangelização e Pastoral. Trata-se de um momento em que a Diocese de Taubaté, com representantes convocados pelo Bispo Dom Carmo João Rhoden, scj, se reúne para discutir a caminhada pastoral e as atividades da Ação Evangelizadora na Igreja.
Por meio dos padres, diáconos e representantes das paróquias, das pastorais, dos movimentos religiosos e dos organismos que compõem a Diocese, o Secretariado Diocesano de Pastoral elabora um plano, tendo como ponto de partida Jesus Cristo, dando ênfase às urgências da evangelização e solicitando o compromisso de unidade de todos os envolvidos. A cada quatro anos, a Igreja prepara as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil e, em maio de 2011, essas diretrizes foram aprovadas durante a 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e apresentadas no Documento 94. “Da parte da Diocese, há o esforço em organizar o plano e as ideias, e agora cabe a cada paróquia concretizar o plano”, ressalta o Padre Kleber Rodrigues, coordenador diocesano de Pastoral.
A previsão é de que 150 pessoas participem da assembleia, para votar e aprovar o Plano Diocesano de Evangelização e Pastoral 2012-2015, a partir das cinco urgências da Igreja no Brasil, presentes no Documento 94, que são: 1) A Igreja em estado permanente de missão; 2) A Igreja como casa da iniciação à vida cristã; 3) A Igreja como lugar da animação bíblica da vida e da pastoral; 4) A Igreja como unidade de comunidades; e 5) A Igreja a serviço da vida plena para todos. “Penso que nossa Diocese têm a urgência de encontrar um caminho de ação pastoral que promova a unidade eclesial na diversidade da nossa Igreja particular”, avalia Pe. Kleber.
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil apontam para o compromisso evangelizador da Igreja no Brasil e manifestam, por meio das cinco urgências, o caminho discernido, à luz do Espírito Santo, como resposta a um tempo de profundas transformações. Em continuidade com as orientações de toda a Igreja, elas assumem o espírito do Conselho Vaticano II e acolhem, de modo especial, as conclusões da Conferência de Aparecida, no desejo de que elas se concretizem em ações evangelizadoras, capazes de suscitar o fascínio por Jesus Cristo e o compromisso pelo Reino de Deus e sua justiça. “A Assembleia para evangelização na Diocese é muito importante, para que possamos entrar em sintonia com as Igrejas do Brasil. A CNBB sugere as Diretrizes gerais e cada Diocese a porá em prática de acordo com sua realidade”, destaca Maria Etelvina Gil, coordenadora diocesana de Catequese. “O que não podemos perder de vista é que realmente precisamos levar a sério a evangelização na formação de discípulos missionários, comprometidos, engajados e apaixonados por Jesus Cristo”.
Em anos anteriores, outras assembleias foram realizadas em atendimento ao Plano Diocesano de Evangelização, que foi concretizado pelas comunidades com escolas da fé, com círculos bíblicos, com formações litúrgicas e catequéticas, entre outras ações, enfim, cada qual em sua realidade e necessidade, formando os agentes de pastoral e o povo em geral, e cada vez mais entendendo o sentido de pertença, do que é ser realmente parte de uma comunidade fraterna. “Há vários anos nos são apresentadas as Diretrizes e o que a Diocese pretende. A meu ver, estamos aos poucos atingindo este intento, cada qual ciente de seu papel a ser desempenhado. Acho que já demos bons passos, e sabemos que só com planejamento, organização, estudo, oração e testemunho, conseguiremos atingir a todos. Que Jesus Ressuscitado seja nossa força!”, enfatiza Maria Etelvina.
        
         Para a Diocese, a expectativa é de que a evangelização seja efetiva, que os membros da comunidade se sintam motivados por mais uma tentativa de realizar o Plano Diocesano de Evangelização e Pastoral 2012-2015. “Estamos confiantes de que haja, por parte da Diocese, uma boa assimilação de todo o projeto e um compromisso da parte de todos para a realização em cada realidade paroquial”, afirma Pe. Kleber. “A Diocese apresente as linhas gerais e vai depender de cada um de fato assumir e trabalhar isso em sua Paróquia”.

03/05/2012

Permaneceis firmes na fé



Hoje a Igreja celebra a festa litúrgica dos apóstolos Filipe e Tiago Menor. Ao meditar a Palavra de Deus, me chamou a atenção as Palavras de Paulo: “Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firme. Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão”. (1Cor 15,1-2). De fato, sentir-se Igreja é senão ter a oportunidade de agradecer a Deus por aqueles que nos antecederam e além de “permanecerem firmes na fé”, guardaram no coração aquilo que aprenderam e transmitiram com a vida.
Há um elemento que temos dentro da teologia e da vida de nossa Igreja que chama-se “depósito da fé”, isto é, tudo aquilo que cremos e que está contido na Sagrada Escritura, na História da Igreja (o termo correto é Tradição) e que um dia foi confiado aos apóstolos, torna-se para nossa caminhada de comunidade sustento. Celebrar estes dois apóstolos é senão renovar o desejo de permanecer firme naquilo que cremos. Agradeçamos na Eucaristia que celebrarmos o fato de termos “um conteúdo” para ser vivido, celebrado, testemunhado, partilhado. Não somos uma Igreja do vazio, de ideias humanas, mas temos consistência e fundamentos em nossos princípios e que seguindo o exemplo dos santos apóstolos, renovemos diariamente nossa fé.

Padre Kleber Rodrigues da Silva
Pároco da Paróquia São José Operário - Caçapava-SP

02/05/2012

 A importância da Fidelidade aos textos



            Estamos nesta caminhada de formação litúrgica. Demos grandes passos no contexto da compreensão litúrgica e da prática celebrativa. Acredito que vivemos um momento forte neste nosso Brasil dentro da perspectiva de atualização da Reforma Litúrgica proposta pelo Concilio Vaticano II.
            Temos também grandes desafios para aperfeiçoar nossa maneira de celebrar o Mistério da Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus Cristo. Entre tantos desafios, gostaria de refletir com vocês a importância da fidelidade aos textos do Hino do Glória, do Santo e do Cordeiro de Deus.
            Temos visto nas diversas comunidades o surgimento de muitos grupos de cantos, compositores, animadores, instrumentistas e tudo mais. Que bom! É a ação do Espírito Santo que suscita a diversidade dos ministérios e funções litúrgicas na vida da Igreja.
            Dentro deste contexto, temos aqueles que sem nenhum critério acabam compondo letras e melodias para serem utilizadas na celebração. Acabam achando os textos oficiais do Hino de Louvor, do Santo e do Cordeiro de Deus, sem muita expressão e acabam por inserir textos e melodias para “animar o canto”. Eis ai o grande risco, pois sem nenhum critério, acabam fazendo com que os textos dos referidos cantos se distanciem do original.
            Por isso é preciso recorrer às orientações da Igreja quando desejamos desenvolver um trabalho organizado, sistemático, e que gerem frutos para a ação litúrgica. O estudo 79 da CNBB, A Música Litúrgica no Brasil, encontramos a seguinte orientação:
            Em relação ao Hino do Glória: “o hino do Glória não seja substituído por qualquer hino de louvor ou por paráfrases que se distanciam demasiadamente de seu sentido original” (n. 308)
            Em relação ao Santo: “Recomenda-se que o canto se atenha à própria Aclamação, sem se introduzir alterações no texto, mediante paráfrases” (n.303)
            Em relação ao Cordeiro: “o ritmo e o modo de execução sejam condizentes com o sentido de invocação e súplica, próprio do canto do “Cordeiro de Deus” que só deve ser executado no momento de partir o pão eucarístico” (n.310).
            À medida que seguimos estas orientações temos a possibilidade de celebrar melhor e ajudar a própria assembléia a fazer uma experiência autêntica do sacramento. Temos que nos vigiar para não introduzir uma grande confusão litúrgica na cabeça das pessoas através do distanciamento do sentido original do canto.
            Quem ama cuida! Vamos com grande entusiasmo e amor zelar pela liturgia. Não sejamos auto-suficientes a pontos de dizer que achar que “vamos continuar fazendo da mesma maneira”. É preciso conhecer para melhor celebrar.

Pe. Kleber Rodrigues da Silva


1.      Como são executados os cantos do Hino de Glória, do Santo e do Cordeiro de Deus em sua comunidade?
2.      O canto do Cordeiro acompanha a ação ritual da fração do Pão Eucarístico?
3.      De que forma podemos superar os desafios litúrgicos que permanecem em nossa comunidade?

05/02/2012

Retomando as atividades do Blog

Caros internautas, após quatro meses distante do blog, não por vontade própria, mas por consequencias do trabalho pastoral, estarei retomando meus posts. Partilhemos daquilo que somos e temos. Meu abraço fraterno

10/11/2011

Apresentação sobre as Diretrizes da Igreja

Homilia na Missa do Encontro de Liturgia

HOMILIA NA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS E SANTAS
POR OCASIÃO DO 2º ENCONTRO DE LITURGIA
DA SUBREGIÃO APARECIDA
06 DE NOVEMBRO DE 2011
Reverendíssimos Irmãos no Sacerdócio.
Caros Agentes Litúrgicos
A solenidade de todos os santos e santos evoca para cada um de nós, a comunhão entre as duas grandes imagens de Igreja: a terrestre e celeste.
Somos uma igreja peregrina que deseja com o auxilio da graça divina tornar-se participante eterno do banquete da vida. Disto recordamos o principio litúrgico no qual as ações são a fonte e o cume da vida eclesial. Participante da liturgia em nossas dioceses, devemos nós sermos os primeiros que buscam as motivações para estarmos em constante peregrinação e chamarmos outros a se colocarem conosco neste caminho.
A SC nos lembra: cada celebração eucarística é senão uma antecipação do céu. O dialogo divino com o ser humano se estabelece pelo próprio ato celebrativo, entramos numa comunhão, na qual, o divino vai preenchendo o humano e este louva, bendiz o Senhor. Recordemos ainda, a SC: em toda ação litúrgica ocorre à santificação do homem e a glorificação de Deus.
A antecipação do céu no banquete eucarístico passa pelo exercício dos diversos ministérios e funções litúrgicas, por isso, a celebração da solenidade de todos os santos e santas lembra aos agentes litúrgicos a importância de fazerem do exercício uma expressão comunitária da sua intimidade com o Senhor, isto é, a busca pela santidade, manifesta-se no exercício das funções litúrgicas nas celebrações.
Enquanto Igreja Peregrina, é preciso ter um projeto pessoal de vida. Ter metas, objetivos não só no aspecto profissional, familiar, estudantil. É preciso também desenvolver um projeto espiritual. Buscar e desejar para si, através da espiritualidade litúrgica, uma ascese, um crescimento. Sentir o desejo de subir a montanha e lá estar com o Mestre. Se no antigo testamento, apenas Moisés sobe à montanha para tomar das tábuas da lei, e o povo espera na base da montanha, em Jesus Cristo, não esperamos, subimos com Ele, sentamos aos seus pés, como discípulos, para entender que a ascese espiritual encontra nas bem-aventuranças os referenciais para tal desenvolvimento.
Ser uma Igreja Peregrina com desejo incansável de alcançar a Igreja Celeste encontra ainda sua motivação, na nossa própria identidade criacional: Caríssimos: 1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! (1Jo 3,1). Ser filho (a) de Deus é traçar o ideal da santidade não apenas como uma ideologia ou uma utopia, mas como algo que está bem próximo de nós. Recordemos, o Beato João Paulo II: “vejamos antes de mais nada o que o outro tem de positivo”
Na compreensão de nossa identidade de filhos e filhas de Deus, louvamos a Deus, porque um dia, no nosso batismo, marcou-nos com um selo indelével. O selo da santidade recebe a cada dia um brilho, quando, pautamos nossa existência pela Palavra, pelos Sacramentos e pelas atitudes que decorrem destes dois referenciais.
A identidade de filhos e filhas de Deus ainda nos motiva a lavar e alvejar nossas vestes no sangue do cordeiro. Apresentamo-nos diante da festa eucarística com as palmas da vitória. Eis a nossa recompensa litúrgica. Enquanto agentes, que enfrentam nas Paróquias e comunidades, o martírio dos desafios, devemos sentir-nos impulsionados a não desanimar, mas entender, que no desafio litúrgico, celebramos a santificação pessoal, colocamos nossas vestes no sangue do cordeiro.
Caros agentes litúrgicos, cada realidade é um espaço próprio no qual vivemos o desejo de sermos participantes da Igreja Celeste. A cada eucaristia dizemos, com os anjos e os santos, proclamamos a uma só voz: Santo, Santo, Santo. Eis um momento sublime, na qual o desejo terrestre da santificação se une a realidade já santificada dos anjos, dos santos, dos falecidos, e por isso, proclamamos a identidade divina. Cantar com os anjos e santos, é senão alimentar em nós, o anseio pela santificação. Quero um dia ser participante eterno deste coro celestial. Assim, nunca deixem de fazer os trabalhos litúrgicos com o coração. Se fizermos com a razão, celebramos a liturgia burocrática, como ato jurídico. Ai a santificação pode tornar-se para nós algo simplesmente distante, restrito a algumas pessoas, como coisa do passado.
Meus irmãos e irmãs, lembremos, que pelo Mistério Pascal de Cristo, a essência da liturgia, tornamo-nos co-herdeiros do céu. Cada eucaristia é recordação atualizada deste presente que recebemos. A liturgia é a alma da Igreja, porque a cada dia, injeta na nossa consciência, no nosso coração, o desejo de ser um autêntico cidadão do céu. Recordemos, o céu, mais do que um espaço geográfico, localizado aqui ou acolá, ele é algo que começa em você, isto é, faça da sua peregrinação terrestre em vista da participação na liturgia celeste, um grande percorrer que brota do seu coração, deste modo viveremos o propósito da santificação, como uma antecipação diária do céu. Obrigado por continuarem a acreditar na liturgia como um lugar de expressão do amor divino. Bem-aventurados sois vós, enquanto agentes litúrgicos. Não desanimai diante dos desafios, mas pelo contrário, “alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.
Padre Kleber Rodrigues da Silva