16/05/2012

Foto: google
Pensamento do dia: não podemos ser aquilo que os outros querem que sejamos, mas a autênticidade consigo mesmo, é a semente da verdade com os outros! Bom dia a todos!

15/05/2012


8 anos de pastoreio e pastoreado


         Com grande alegria recordo hoje os oito (8) anos do ministério presbiteral que o Cristo Bom Pastor confiou à minha pessoa. Ao rever a caminhada tentei imaginar o significado desta escolha, não a minha por Deus, mas a Dele por mim.
         A imagem do Bom Pastor sempre chamou a atenção pela delicadeza e pela ternura com que cuida da ovelha. Ainda tenho guardado na mente, quando por ocasião da minha primeira eucaristia, em 8 de Dezembro de 1989, fui salmista e proclamei o Salmo 22(23), que dizia: “por verdes pastagens haverei de te levar”. Uma marca do eterno.
         Outro momento significativo, quando num retiro de coroinhas, sentado debaixo de um pinheiro, meditava, João 10,10 e o Senhor me dizia: Tu és meu, farei de ti, um bom pastor. As inquietações de um menino. No exercício das responsabilidades de coroinha, quando chegava na oração eucaristia que se dizia “por todo clero”, eu dizia: “pelo kleber”, sem entender é lógico, o sentido daquilo.
         A identidade do pastor se revela diariamente nesta tarefa e na missão confiada a uma pessoa humana, limitada. É só por Deus mesmo, como dizem hoje. Estar em Deus, é um desejo da ovelha, por isso, associo que o ministério dado a minha pessoa, não é um pastoreio, mas um deixar-se pastorear por Deus. Mais do que pastor, me faço ovelha diante da graça divina. Tornar-se ovelha, antes de tornar-me pastor, eis a minha meta.
         Pastorear é conduzir, é levar para as verdes pastagens da eternidade. Repito,  sinto-me mais ovelha do que pastor. Os pastores são os exemplos vindos da minha família, dos amigos, dos colegas e desde o dia 18 de fevereiro, destes pastores-ovelhas, chamada Paróquia São José Operário. Entendam o desejo de sentir-se pastoreado por mim, é a motivação para que a ovelha padre Kleber, seja pastor de vocês.
         Confesso que existem muitos dias que não entendo a lógica de Deus em minha vida. Diante das minhas misérias, só peço a Ele que cuide das feridas e como Bom Pastor, quando achar necessário, continue quebrando minhas pernas, para que reaprenda a segui-lo. Não sei por que Deus me quis, só sei que sou grato a Ele por a cada dia ensinar-me a pastorear segundo o seu coração.
         Não nos faltam tarefas e responsabilidades! Cada missão confiada à minha pessoa é exercida na graça do Espírito Santo. O Cristo antes de iniciar sua vida pública, deixou-se batizar no Rio Jordão, abrindo o coração para a efusão do Espírito Santo. Assim deve ser a vida presbiteral, escancarar o coração para a presença do Espírito Santo.
         Pastorear é antes de tudo deixar-se pastorear. É apenas isso que peço a Deus a cada dia, com a intercessão da Virgem Maria e de São José Operário.

05/05/2012


Eu sou a videira e vós os ramos, por isso permanecendo em mim, não amareis apenas com palavras e com a boca, mas com ações e com a verdade.

Leituras Bíblicas:
Atos 9,26-31
Salmo 21
1João 3,18-24
João 15,1-8

A liturgia deste 5º domingo da Páscoa continua refletindo sobre as consequências da Ressurreição na vida das primeiras comunidades. Suscitadas pelo Espírito Santo, elas procuram absolver ao máximo os ensinamentos dos apóstolos e colocar em prática. É lógico que tudo isso não aconteceu da noite para o dia e não foram todos que imediatamente entenderam a lógica e o processo de transformação aos quais eram chamados, por isso, devemos ser criteriosos e não “julgar” os membros da primeira comunidade diante da dificuldade em compreender o “novo momento” em que passaram a viver.
         Dentro deste contexto de desenvolvimento da comunidade cristã, fazemos um comparativo com nossas comunidades de hoje: na primeira leitura vemos a dificuldade que a comunidade tem para aceitar Saulo. De fato, num primeiro momento, como atitude de defesa, as pessoas se fecham, sem contar que ele era um grande perseguidor do Cristianismo. Imagino a comunidade conversando: será que ele de fato se converteu? Será que ele não quer nos enganar? Parece-nos difícil, mas nunca devemos deixar de dar às pessoas a oportunidade de mostrar o outro lado da vida, a sua luta por ser melhor.
         É neste sentido que ouvimos na segunda leitura: “não amemos apenas com palavras e com a boca, mas com ações e de verdade”. Para que isso seja algo efetivo em nossa vida, é preciso permanecer ligados a Jesus Cristo, nutridos de seus pensamentos e suas atitudes, buscando traduzi-los no dia a dia de nossa vida.

04/05/2012


Assembleia Diocesana vai promover aÇÃo evangelizadora na Diocese
Diretrizes Gerais divulgadas pela CNBB são referência para as pastorais no quadriênio de 2011 a 2015

      A Assembleia Diocesana de Evangelização e Pastoral acontece no dia 5 de maio, das 7h30 às 13h, na Residência Teológica Cura D’Ars, em Taubaté, tendo como tema o Plano Diocesano de Evangelização e Pastoral. Trata-se de um momento em que a Diocese de Taubaté, com representantes convocados pelo Bispo Dom Carmo João Rhoden, scj, se reúne para discutir a caminhada pastoral e as atividades da Ação Evangelizadora na Igreja.
Por meio dos padres, diáconos e representantes das paróquias, das pastorais, dos movimentos religiosos e dos organismos que compõem a Diocese, o Secretariado Diocesano de Pastoral elabora um plano, tendo como ponto de partida Jesus Cristo, dando ênfase às urgências da evangelização e solicitando o compromisso de unidade de todos os envolvidos. A cada quatro anos, a Igreja prepara as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil e, em maio de 2011, essas diretrizes foram aprovadas durante a 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e apresentadas no Documento 94. “Da parte da Diocese, há o esforço em organizar o plano e as ideias, e agora cabe a cada paróquia concretizar o plano”, ressalta o Padre Kleber Rodrigues, coordenador diocesano de Pastoral.
A previsão é de que 150 pessoas participem da assembleia, para votar e aprovar o Plano Diocesano de Evangelização e Pastoral 2012-2015, a partir das cinco urgências da Igreja no Brasil, presentes no Documento 94, que são: 1) A Igreja em estado permanente de missão; 2) A Igreja como casa da iniciação à vida cristã; 3) A Igreja como lugar da animação bíblica da vida e da pastoral; 4) A Igreja como unidade de comunidades; e 5) A Igreja a serviço da vida plena para todos. “Penso que nossa Diocese têm a urgência de encontrar um caminho de ação pastoral que promova a unidade eclesial na diversidade da nossa Igreja particular”, avalia Pe. Kleber.
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil apontam para o compromisso evangelizador da Igreja no Brasil e manifestam, por meio das cinco urgências, o caminho discernido, à luz do Espírito Santo, como resposta a um tempo de profundas transformações. Em continuidade com as orientações de toda a Igreja, elas assumem o espírito do Conselho Vaticano II e acolhem, de modo especial, as conclusões da Conferência de Aparecida, no desejo de que elas se concretizem em ações evangelizadoras, capazes de suscitar o fascínio por Jesus Cristo e o compromisso pelo Reino de Deus e sua justiça. “A Assembleia para evangelização na Diocese é muito importante, para que possamos entrar em sintonia com as Igrejas do Brasil. A CNBB sugere as Diretrizes gerais e cada Diocese a porá em prática de acordo com sua realidade”, destaca Maria Etelvina Gil, coordenadora diocesana de Catequese. “O que não podemos perder de vista é que realmente precisamos levar a sério a evangelização na formação de discípulos missionários, comprometidos, engajados e apaixonados por Jesus Cristo”.
Em anos anteriores, outras assembleias foram realizadas em atendimento ao Plano Diocesano de Evangelização, que foi concretizado pelas comunidades com escolas da fé, com círculos bíblicos, com formações litúrgicas e catequéticas, entre outras ações, enfim, cada qual em sua realidade e necessidade, formando os agentes de pastoral e o povo em geral, e cada vez mais entendendo o sentido de pertença, do que é ser realmente parte de uma comunidade fraterna. “Há vários anos nos são apresentadas as Diretrizes e o que a Diocese pretende. A meu ver, estamos aos poucos atingindo este intento, cada qual ciente de seu papel a ser desempenhado. Acho que já demos bons passos, e sabemos que só com planejamento, organização, estudo, oração e testemunho, conseguiremos atingir a todos. Que Jesus Ressuscitado seja nossa força!”, enfatiza Maria Etelvina.
        
         Para a Diocese, a expectativa é de que a evangelização seja efetiva, que os membros da comunidade se sintam motivados por mais uma tentativa de realizar o Plano Diocesano de Evangelização e Pastoral 2012-2015. “Estamos confiantes de que haja, por parte da Diocese, uma boa assimilação de todo o projeto e um compromisso da parte de todos para a realização em cada realidade paroquial”, afirma Pe. Kleber. “A Diocese apresente as linhas gerais e vai depender de cada um de fato assumir e trabalhar isso em sua Paróquia”.

03/05/2012

Permaneceis firmes na fé



Hoje a Igreja celebra a festa litúrgica dos apóstolos Filipe e Tiago Menor. Ao meditar a Palavra de Deus, me chamou a atenção as Palavras de Paulo: “Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firme. Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão”. (1Cor 15,1-2). De fato, sentir-se Igreja é senão ter a oportunidade de agradecer a Deus por aqueles que nos antecederam e além de “permanecerem firmes na fé”, guardaram no coração aquilo que aprenderam e transmitiram com a vida.
Há um elemento que temos dentro da teologia e da vida de nossa Igreja que chama-se “depósito da fé”, isto é, tudo aquilo que cremos e que está contido na Sagrada Escritura, na História da Igreja (o termo correto é Tradição) e que um dia foi confiado aos apóstolos, torna-se para nossa caminhada de comunidade sustento. Celebrar estes dois apóstolos é senão renovar o desejo de permanecer firme naquilo que cremos. Agradeçamos na Eucaristia que celebrarmos o fato de termos “um conteúdo” para ser vivido, celebrado, testemunhado, partilhado. Não somos uma Igreja do vazio, de ideias humanas, mas temos consistência e fundamentos em nossos princípios e que seguindo o exemplo dos santos apóstolos, renovemos diariamente nossa fé.

Padre Kleber Rodrigues da Silva
Pároco da Paróquia São José Operário - Caçapava-SP

02/05/2012

 A importância da Fidelidade aos textos



            Estamos nesta caminhada de formação litúrgica. Demos grandes passos no contexto da compreensão litúrgica e da prática celebrativa. Acredito que vivemos um momento forte neste nosso Brasil dentro da perspectiva de atualização da Reforma Litúrgica proposta pelo Concilio Vaticano II.
            Temos também grandes desafios para aperfeiçoar nossa maneira de celebrar o Mistério da Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus Cristo. Entre tantos desafios, gostaria de refletir com vocês a importância da fidelidade aos textos do Hino do Glória, do Santo e do Cordeiro de Deus.
            Temos visto nas diversas comunidades o surgimento de muitos grupos de cantos, compositores, animadores, instrumentistas e tudo mais. Que bom! É a ação do Espírito Santo que suscita a diversidade dos ministérios e funções litúrgicas na vida da Igreja.
            Dentro deste contexto, temos aqueles que sem nenhum critério acabam compondo letras e melodias para serem utilizadas na celebração. Acabam achando os textos oficiais do Hino de Louvor, do Santo e do Cordeiro de Deus, sem muita expressão e acabam por inserir textos e melodias para “animar o canto”. Eis ai o grande risco, pois sem nenhum critério, acabam fazendo com que os textos dos referidos cantos se distanciem do original.
            Por isso é preciso recorrer às orientações da Igreja quando desejamos desenvolver um trabalho organizado, sistemático, e que gerem frutos para a ação litúrgica. O estudo 79 da CNBB, A Música Litúrgica no Brasil, encontramos a seguinte orientação:
            Em relação ao Hino do Glória: “o hino do Glória não seja substituído por qualquer hino de louvor ou por paráfrases que se distanciam demasiadamente de seu sentido original” (n. 308)
            Em relação ao Santo: “Recomenda-se que o canto se atenha à própria Aclamação, sem se introduzir alterações no texto, mediante paráfrases” (n.303)
            Em relação ao Cordeiro: “o ritmo e o modo de execução sejam condizentes com o sentido de invocação e súplica, próprio do canto do “Cordeiro de Deus” que só deve ser executado no momento de partir o pão eucarístico” (n.310).
            À medida que seguimos estas orientações temos a possibilidade de celebrar melhor e ajudar a própria assembléia a fazer uma experiência autêntica do sacramento. Temos que nos vigiar para não introduzir uma grande confusão litúrgica na cabeça das pessoas através do distanciamento do sentido original do canto.
            Quem ama cuida! Vamos com grande entusiasmo e amor zelar pela liturgia. Não sejamos auto-suficientes a pontos de dizer que achar que “vamos continuar fazendo da mesma maneira”. É preciso conhecer para melhor celebrar.

Pe. Kleber Rodrigues da Silva


1.      Como são executados os cantos do Hino de Glória, do Santo e do Cordeiro de Deus em sua comunidade?
2.      O canto do Cordeiro acompanha a ação ritual da fração do Pão Eucarístico?
3.      De que forma podemos superar os desafios litúrgicos que permanecem em nossa comunidade?